sábado, 17 de novembro de 2012

POUCAS E BOAS

Não sei de onde saístes
nem sei de onde viestes,
me imputas coisas que vistes,
que por teus caminhos
 andaram...
 
Não me vês há anos,
os teus desenganos
me deixaram longe,
os teus caminhos,
se afastaram dos meus,,,
 
Os meus desapegos
me trouxeram à ti,
te faltei com carinhos,
perdestes minhas verdades,
longe das minhas vontades,
 as tuas vaidades,
perderam minha vida,
me afastaram de ti...
  
Me jogastes às ruas ,
palavras tuas,
por vezes nuas
me derrubaram,
me puseram ao chão,
rasgaram meu solo,
me tiraram do colo...
esquecestes que me perdestes,
o pouco de mim,
o que não quisestes,
nem percebestes,
jogastes
 o que não vistes...
  
Carinhos tristes,
tuas palavras
crivadas em mim,
por menos que sejam,
parecem que almejam,
me sacrificam,
me abatem,
me mostram
meu doce fim...
 
Nunca te saias
dos teus rancores,
perdendo meus amores,
por teus pedaços,
sem meus abraços...  

Sem meus abraços,
 vivendo,
ao menos tendo,
pequenas coisas,
poucas e boas...
  
tioed 17/11/2012
  
(minha boca se calou, por mais que quis,
esqueceu-se de te beijar,
não te amou)


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