Minhas mãos me pegavam,
te expulsavam pra longe de mim,
apertavas meu corpo,
quase sem vida,
tuas mãos, minhas queridas,
me afastavam de ti.
Minhas mãos que te amavam,
aos poucos levavam,
cada vez mais,
e, por outra vez
pra dentro de ti.
Minhas mãos me feriam,
rasgavam meu corpo,
dilaceravam,
me destruíam,
uma vez mais,
sonhando em ti.
Mãos que me abrigam,
que sempre se amigam,
como podem ferir?
As mãos que acarinham,
se perdem dos pulsos,
deixam braços avulsos...
Mãos trêmulas...
mãos perdidas...
quando se jogam,
quando se tocam,
sentem o corpo...
Não percebes?
Ao lado do seu,
suas mãos
rasgam meus braços
dilaceram os meus.
tioed (06/11/2012)
(Pulsos nem sempre se referem ao corpo...
pulsar, às vezes ao coração...
impulsos, graças em viver...)
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