quarta-feira, 31 de julho de 2013

RELATÓRIO

Pensando um pouco em mim
saí devagarinho, fugindo assim...
   
Hoje,
 meu dia seria só meu...

Não dividiria, nem deixaria,
por mais que amados, presentes,
um tiquinho, um pouquinho,
do dia meu.

Poderia andar, saltar, correr...

Estaria assim dentro de mim,
vivendo um pedaço,
meu alegre regaço,
viver por viver...
   
Foi assim e sempre será,
buscando o meu presente,
me fiz ausente,
lembrei de mim...

Quem não esqueceu,
jamais esquecerá...
   
tioed (30/07/2013)
  

   


segunda-feira, 29 de julho de 2013

SABENDO DE MIM

Assim, me buscando,
me procurando,
me afastava de mim...
  
Nem minhas mãos me achavam,
por mais que quisessem,
me afastavam de mim...
  
E eu, por horas,
afastava os "agoras"
me perdiam
 em mim...
  
Assim, tentando me achar,
te achava em mim...

Quero me afastar,
meu corpo bastar,
ser suficiente,
quero viver no corpo demente,
ser só...
     
Esse corpo doente,
precisa saber de si,
por mais que carente,
encher minha mente...

Jogado assim,
por mais que exista,
vagando ao léu,
me rebuscando,
querendo, amando,
sabendo de mim...
   
tioed (29/07/2013)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

J M J

J M J
   
Jornada Mundial da Juventude
   
Como carinhos vãos,
se perdem pelas mãos,
assim como sempre foi,
assim como quero,
assim como espero...

Simples,
como,
 simplesmente é
   
J M J

a doce família,
   
Jesus,
Maria e 
José...
   
Tioed (22/07/2013)




domingo, 21 de julho de 2013

VÃOS


Vãos eram os dias,
todos perdidos em mim...

Nos meus momentos,
doces lamentos,
buscavam um ser...
   

Meus dias sempre foram bons,
 nunca esqueceram você....
   
Vãos entre vãos,
murmúrios sangrentos,
doces acalentos,
procuravam não ser...

Não ser só um vão,
não só um momento,
guardados,
 meus ninhos,
deixaram carinhos,
que foram são seus,
e,
pra  sempre,
haverão de ser...

   Vãos carinhos,
vãos caminhos,
dias "sozinhos",
morrendo em você...
Foram assim meus dias,
 perdidos,
momentos esquecidos,
 dias morridos...
Dos meus todos, 
todos,
 os dias vividos,
podres, queridos,
deixaram uns vãos,
perderam você...
   
 tioed (21/07/2013)
   
Nos vãos da minha vida,


 uma flor não morreu...



Nos vãos,
nunca esquecida,
dia após dia,
 renasceu,
reviveu...


quinta-feira, 18 de julho de 2013

AINDA

Inda assim,
pegando seus  queixumes,
guardava seus perfumes,
você longe de mim...
    
Me espinhavas em todas as horas,
matavas meus dias,
quebravas minhas auroras...
   
Inda assim,
buscava seus costumes,
procurava que não me ferisses,
como me feres agora...

 Inda assim,
te cultivava, te plantava, 
te amava...

Como se nunca
fosses viver
(em meu peito) 
longe de mim...
   
Inda assim, pobre de mim,
te adubava,
queria suas raízes,
 fincadas,
dentro de mim...
    
Inda assim, deixado,
roubado, 
ferido, 
te amava,
eras meu jardim,
eras minha flor,
eras os espinhos 
que rasgavam minhas mãos,
eras a verdade
dentro de mim...
   
tioed (18/07/2013)
   
(uma lágrima corre dos meus olhos,
molha minha face,
morre nos meus lábios)


domingo, 14 de julho de 2013

LEILÃO


"pensando um pouco em você"

..........................................
  .
Hoje me pus a me vender,
cansado de me cuidar,
procuro quem vai me querer,
busco quem vai me ganhar...
  
Sempre soube de mim
à cada momento,
hoje meu pensamento
me afasta de mim...
   
...mesmo assim, pensando na vida,
perco meu corpo, me dou a morrer,
como se a vida fosse nada,
entrego minha alma,
faça da minha vida o que quiser...

Depois, não me venha aos choros,
lamúrias,
meus braços não poderão te aquecer...
mesmo assim me dou, me vendo,
esqueço de mim...
   
Quem arrematar, goste ou não,
por toda a vida vai me levar...
estou em leilão...
quem compra o corpo, leva a alma,
e por certo, um coração...
   
tioed (14/07/2013)
   

sábado, 13 de julho de 2013

SÓ SEU

Só seu, como ninguém se dá,
como ninguém se entrega,
me jogo aos seus braços, vou lá...
Pega meu corpo, que para o seu escorrega...
   
Só seu, assim como me dou,
me sinto tonto, não sei de mim...
Seu doce veneno me embriagou,
pega meu corpo, se deixe junto a mim...
   
Só seu, como sempre desejei,
vem mais perto, se entrega...
Sinta o calor que sempre lhe dei,
cola seu corpo no meu, se esfrega...
   
Só seu, assim como sempre quis,
vem, se aproxime, se deixe achegar,
que ficarei no seu corpo como na lousa o giz,
que uma vez escrito, jamais se pode apagar...
   
tioed (13/07/2013)





sexta-feira, 12 de julho de 2013

PEQUENOS

Assim, doces morenos,
serenos,
os meus pequenos 
não se achavam...

Me torturavam,
procurvam ser...

Os meus meninos,
só procuravam
te escrever...
   
Moleques vadios,
buscavam o que?
Uma canção?

Sensação....

Buscavam você...

  
tioed (12/07/2013)
   
Assim escrevo,
relato, doce retrato,
um pedaço de ti...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

ERAS

Eras, assim como foram meus dias,
noites achadas, vivendo às frias...
Noites perdidas, jogadas, maltratadas,
noites perdidas, vidas jogadas...
   
Eras, assim como fostes, eras vazias,
noites matadas, mortas, perdidas...
Noites esquecidas, aquecidas
aos sonhos meus... Noites vividas...
   
Eras como "heras", cultivadas,
amadas, regadas, sem flores...
   
Por mais que me desse, perdiam amores,
pensando em flores, 
só folhas me destes...

Eras,  ainda assim sem flores,
perdido em amores,
te regava, 
te cultivava,
te amava, enfim...
   
tioed (10/07/2013)

PEDAÇOS DE MIM


Mãos pobres,
 traziam as pontas dos dedos,
carregavam os medos,
deitavam enredos,
revelavam segredos...
   
Mãos podres,
jaziam aos poucos,
andavam por si, donas em si,
me sufocavam, 
me jogavam
aos loucos,
 que me matavam 
em mim...
   
Mãos doidas,
mãos doídas
pobres, perdidas,
inocentes, 
 carentes,
desgraçadas em mim...
   
Irreverentes,
indecentes,
me faziam em pedaços,
nos meus regaços,
as pobres, as podres,
revelavam um coração...
   
Mãos matadas, mãos morridas,
mãos mortas,
mãos tortas,
só queriam retratar,
revelar,
 os pedaços de mim...

Eram assim.
 donas das verdades,
quebravam meu corpo,
doces vaidades,
mãos maldosas,
jogavam nas ruas
os pedaços de mim...

Mãos alheias, desenhavam a cama,
teciam,
 buscavam a presa,
faziam a trama, 
esperavam por mim...
   
tioed (10/07/2013)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

LÁBIOS PERDIDOS


 Vou amargar um beijo que não chegou aos meus  lábios...
  
Perdidos os dias,
 vaguei jogado,
mãos perdidas, balançadas em vão...

Buscava apenas meu corpo, 
rasgado,
esquecido,
perdido ao chão...

Dias, um após outro,
buscavam os lábios,
que não me achavam,
não me encontravam...

Dias perdidos,
bocas rasgadas,
mal vividas, se perderam,
sem se achar,
vão se tornar,
almas esquecidas...
   
Um beijo que se perdeu...
   
Talvez, pouco doce,
não sei ainda ao certo,
meus lábios esqueceram,
esses que tanto quiseram,
desencontrados,
perderam os seus...
  
Sinto assim essa amargura,
doce desventura, lábios perdidos,
por mais que amaram, por mais que beijaram,
perdidos, não beijaram os seus...
   
tioed (08/07/2013)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

SEM PENSAR

Meus dedos estavam prontos
seguiam minhas mãos...

Esses,
 tontos,
aos poucos se perdiam...

Deus,
 meu Deus...
meus deuses...

Não as deixem só...

Assim me fizestes,
meus pequenos agrestes,
sem vida,
sem me pensar,
me devolveram ao 
pó...
   
tioed (04/07/2013)



CANTOS

Meus  tantos
jogados  aos cantos
me davam você...

Perdidos
dias vencidos...

Ainda vivendo,
meu corpo jogado,
amava você....

Dias perdidos,
jogados,
maltratados,
amavam você...

Doces momentos,
eu,
 perdido aos cantos,
buscava,
qual veneno...

Minha boca,
muito mais calma,
buscava uma alma,
aquela que me matava,
a que mais me amava,
apontava olhares,
me mostravam os santos,
me aconchegavam...

Assim me achavam,
doces vozes,
doces encantos,
venenosos,
aparavam meus prantos,
abriam os mantos...

Me acalentavam,
me aconchegavam,
me davam vidas...
    
Sereias, 
doces momentos,
eu,
 perdido aos cantos,
buscava a vida,
caia aos seus pés,
ouvia sua voz,
me deleitava
aos seus cantos...
   
tioed (04/07/2013) 
  
O pouco com a musa é muito, o tudo sem ela é nada..
.
Pés molhados,
se enxugam na  areia...









quarta-feira, 3 de julho de 2013

TORTOS

Assim, assim,
meus dedos
mordidos, machucados,
dedos tortos,
pintavam,
esculpiam
 você...

Não podia um minuto sequer,
desdenhar, desenhar,
jogar, atirar você na tela...

Dedos mortos, não podiam retratar você...

Então, 
assim, assim, esculpi você...
   
Em cada estátua, meus dedos falhavam,
e te matavam,
te erravam,
mentiam você...
   
Tortos os dedos,
 levavam meus medos,
assim retratavam quem não era você...
   
Assim, aos poucos,
minha alma morta, fechava a porta...
   
Assim, assim,
tirava de mim,
me dilacerava,
me mutilava...
   
Aos poucos que perdia,
mais te fazia,
esculpia,
 te punha aos barros...

Aos poucos te trazia a vida,
e, quanto mais me perdia,
jogando os dedos,
perdendo meus medos,
tu,
 que pobre esquecida,
me deu a vida...

Mutilada,
 assim, assim,
como te faço,
ninguém vai te querer.

Tioed 03/07/2013
   
Antonio Francisco Lisboa




   


REVIDE

REVIDE

Em meus deslizes,
pensando nos dias,
não me querias,
fomos felizes...
   
Pensando assim,
buscando por mim,
me achei...

 Estava ali,
na cabeceira,
um livro perdido,
quase esquecido,
assim dizia:
   
"Já não me amas? Basta! Irei, triste e exilado.
Do meu primeiro amor para outro amor, sozinho...
Adeus carne cheirosa! Adeus, primeiro ninho
Do meu delírio! Adeus, belo corpo adorado!"
  
Vidas perdidas, doces, amadas,
trocas de amor, perdidas jornadas,
perfídias, 
vidas vividas, jogadas aos cantos,
tal qual ao livro,
perdido em doces encantos...
   
De amores tantos, um deles perdi...,
O que não vivi,
por tantos amores trocados,
buscados,
o maior amor:

"o que nunca esqueci".
   
Tioed 03/07/2013
   
Os versos "roubados" do meu mestre,
de puras linhas, sempre lembrado,
colei de "DESTERRO"
fonte de vida,
por tanto amado...

Olavo Bilac