quarta-feira, 3 de julho de 2013

REVIDE

REVIDE

Em meus deslizes,
pensando nos dias,
não me querias,
fomos felizes...
   
Pensando assim,
buscando por mim,
me achei...

 Estava ali,
na cabeceira,
um livro perdido,
quase esquecido,
assim dizia:
   
"Já não me amas? Basta! Irei, triste e exilado.
Do meu primeiro amor para outro amor, sozinho...
Adeus carne cheirosa! Adeus, primeiro ninho
Do meu delírio! Adeus, belo corpo adorado!"
  
Vidas perdidas, doces, amadas,
trocas de amor, perdidas jornadas,
perfídias, 
vidas vividas, jogadas aos cantos,
tal qual ao livro,
perdido em doces encantos...
   
De amores tantos, um deles perdi...,
O que não vivi,
por tantos amores trocados,
buscados,
o maior amor:

"o que nunca esqueci".
   
Tioed 03/07/2013
   
Os versos "roubados" do meu mestre,
de puras linhas, sempre lembrado,
colei de "DESTERRO"
fonte de vida,
por tanto amado...

Olavo Bilac

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