Mãos pobres,
traziam as pontas dos dedos,
carregavam os medos,
deitavam enredos,
revelavam segredos...
Mãos podres,
jaziam aos poucos,
andavam por si, donas em si,
me sufocavam,
me jogavam
aos loucos,
que me matavam
em mim...
Mãos doidas,
mãos doídas
pobres, perdidas,
inocentes,
carentes,
desgraçadas em mim...
Irreverentes,
indecentes,
me faziam em pedaços,
nos meus regaços,
as pobres, as podres,
revelavam um coração...
Mãos matadas, mãos morridas,
mãos mortas,
mãos tortas,
só queriam retratar,
revelar,
os pedaços de mim...
Eram assim.
donas das verdades,
quebravam meu corpo,
doces vaidades,
mãos maldosas,
jogavam nas ruas
os pedaços de mim...
Mãos alheias, desenhavam a cama,
teciam,
buscavam a presa,
faziam a trama,
esperavam por mim...
Mãos alheias, desenhavam a cama,
teciam,
buscavam a presa,
faziam a trama,
esperavam por mim...
tioed (10/07/2013)
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