quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MORTE INCERTA

Ainda sem entender,
 fui ao mundo,
o sono profundo não me queria trazer,
ali,
 tão perto pulsavam corações,
doces emoções,
felizes em  reviver...
   
Assim vagava minha alma,
em sonhos profundos,
me dava os mundos,
me devolvia a calma...
   
Braços abertos,
minhas praias, meus desertos,
desejos certos, 
não podiam crer...
   
De nada sabia...
e,
 quanto mais vivesse, 
menos entenderia
morreria em você...
  
Eram as noites,
as terríveis, as tétricas 
que matavam meus dias...

Foram os dias
que matavam meus amores,
apagavam meus dias,
acendiam minhas noites,
me trazendo açoites...
    
Assim,
 sem entender,
me apeguei às noites,
buscando a vida,
apaguei os dias,
preferi morrer...
   
Assim, não vejo o sol,
 não vejo o dia,
não sei mais amar,
não mais respiro,
me jogo às noites,
aos meus açoites,
vago ao léu,
 ao mausoléu
volto a ser vampiro...
   
tioed (22/08/2013)

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