Não me queira assim, agora,
sem um porque, uma razão de ser.
Longos anos se passaram,
e, de repente, bem de repente.
pude abrir os olhos,
ah! Eu pude ver...
Tu, o que fizestes destes anos?
Desamores, desencantos, desenganos...
Eu? Uma vida inteira pra contar...
Não mais as minhas noites foram escuras,
não só a brisa tocou meus lábios,
e procurei não me ferir,
nos espinhos da paixão...
Não só a solidão me abraçou,
abracei a boemia, o violão...
Nem sempre o vazio da fria cama,
ao meu lado, ficou vazio, nem frio,
nem só o cobertor me aqueceu...
Não. Não me queira assim, agora,
tenha um porque, uma razão de ser,
que te quero pela vida,
que sem ti, sinto morrer.
tioed (22/03/1978)
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