quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

PARADOXO


Meu coração pulsa
em forma de poesia,
(de poesia em forma).
Às vezes, quando me expulsa,
Não sei se escrevo para Maria,
ou se, de Maria, passo à Norma.

Sei que é pequeno,
o espaço
que meu peito reforma.
Não sei se me torno pequeno,
nem sei se grande me faço.

Sê-de, meu peito, sereno,
pra coisa que me transforma.
Aos poucos eu só queria,
por vezes, ao meu lado Maria,
e outras, me deitar,
nos braços quentes de Norma

tioed (década de 80)

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