terça-feira, 30 de dezembro de 2014

SETA

SETA

Seta,
que aos poucos penetra
o meu coração...

Me mata aos poucos,
caminhos poucos,
desejos loucos
de matar em mim...

Não adianta ferir
já que o mundo acabou.
Não querias me atingir,
e, bem de repente,
cravou...

Se não querias matar,
devias esquecer o ar 
por onde voastes...

Se não querias morrer,
não penetrasse em mim,
em hora nenhuma...

Matando, morrestes;
morrendo, matastes...

A seta matou
um pouco em mim,
de tudo o que se plantou...
   
tioed (30/12/2014)





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