SETA
Seta,
que aos poucos penetra
o meu coração...
Me mata aos poucos,
caminhos poucos,
desejos loucos
de matar em mim...
Não adianta ferir
já que o mundo acabou.
Não querias me atingir,
e, bem de repente,
cravou...
Se não querias matar,
devias esquecer o ar
por onde voastes...
Se não querias morrer,
não penetrasse em mim,
em hora nenhuma...
Matando, morrestes;
morrendo, matastes...
A seta matou
um pouco em mim,
de tudo o que se plantou...
tioed (30/12/2014)
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