Um doce entardecer,
o dia quase a morrer,
o sol se apegando
as poucas nuvens
que tentam, em vão,
não escurecer.
Abrem-se as cortinas
de um novo palco.
Quedo-me aqui, frente a praia,
ondas tristes lambendo a areia
repetindo o vai e vem.
Volto os olhos aos pés,
o pisar na areia me envaidece,
o cair da tarde me enche de mim,
pleno de mim deixo o dia,
vivo, e, quando vivo, anoitece.
Volto os olhos aos pés,
o pisar na areia me envaidece,
o cair da tarde me enche de mim,
pleno de mim deixo o dia,
vivo, e, quando vivo, anoitece.
Nem parece que o tempo passou.
Estrelas lânguidas abrilhantam o céu.
O dia morre,
estou nascendo,
vinde, vida,
estou nascendo,
vinde, vida,
a noite começa a viver.
tioed (10/12/2017)
tioed (10/12/2017)
