domingo, 30 de outubro de 2011

MÃOS QUE EXALAM POEMAS

A poesia flora de tuas mãos desnudas,
e assim, nua como tuas mãos,
penetram no meu âmago,
explodindo em meigas canções,
qual onda de maré de lua cheia,
que leve, deslizante, vai de encontro
à brusca pedra que a espera!

Braços abertos, cá estou, sou seu!
Não te quebres ante meus olhos,
meus olhares, meus sonhares,
meus delírios infantis...
Não requebre seus quadriz
em meia volta, esteja solta,
que apesar desta revolta,
ainda trago em pensamento,
num momento, à florescer de ti
a poesia criança, que, eterna,
me balança, num bailar que se faz dança,
que tem acesa a esperança
de um dia, não contido de emoção,
na "crescente" lua cheia,
cravar as presas em tua veia
e beber do teu coração,
a poesia nua, que meiga, nesta canção
vem sorrindo na tua mão.

tio ed 20/07/1981

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