Mora nesta ala, a minha amiga solidão,
Sou o mestre sala, que embala o coração.
Mando nesta fala, minha musica-canção,
vou dizendo sim, talvez queira dizer não.
Não sei quem me ouve, operário ou patrão,
sou o mestre sala, que não sabe dizer não.
Pego na viola e me ponho a cantar
Me socorre, moça pois eu quero ir sambar.
Parece presa a voz, mas eu vou me embalar,
sou o mestre sala e te ensino a sambar.
O samba batuca, batuca contente
maestro é batuta e batuca com a gente.
A gente é de carne, a gente é de osso,
eu perco a cabeça, e te quebro o pescoço.
Te afasta, moço, da mulata do negão
sou o mestre sala, que embala o coração,
deixa esta mulata que inspira a canção,
eu te disse sim, querendo dizer não.
tio ed 1971
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