domingo, 29 de dezembro de 2013

SUSPIROS

Suspiros,
os meus vampiros
se apegam 
em mim...

Quase me deito...
 em meu doce leito,
se apoderam
de mim..

Vago pelas noites vagas,
com teu perfume me embriagas,
vais ao meu âmago,
por fim...
   
Me encho todo de ti,
não vivo, senão por ti,
 os pulmões quase quebram,
assim...
   
Eis então, que vens,
após engolir meus desdéns, 
rasgas minha garganta, foges
de mim...

Pega meu suspiro,

eis aqui o teu vampiro,
não fujas mais, te apodera
de mim...
   
tioed (29/12/2013)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SEXTA FEIRA 13



Por mais um século onde minhas noites são longas,

tento galgar, tento buscar você...
Inda assim por não te achar,
mais um século há de passar,
sem te ver, sem te sentir...
   
Raras são as vezes, raros os momentos,
os meus lamentos são para te acordar no porvir,
outro dia assim, podes tentar, sem conseguir,
rasgo teus véus, mato-me por todas as vezes
   
Não terás outra oportunidade de ver,
de sentir, outro dia se passar
sem se queixar,
   
Não verás assim,
outro dia se passar,
sem te marcar,
 te deixo a sexta 13...
   
Tioed homenagem à sexta-feira 13, (13/12/2013)
   
                            Para a minha adorada sobrinha, 
                            outra bruxinha, que nasceu na minha vida,
                            te amo Mari... 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

AMARROTADO

Foi assim, meio parado,
que acordava em mim...

Teu corpo jogado,
pouco apagado,
me sentia em mim...
   
Nem do sono eu voltava,
ali estava,
 aquele espelho,
me revirava,
me revoltava, 
e retratava 
um pouco de mim...
   
Vestes injustas,
não me assustas
no teu presente,
quando estás à minha frente...

Corpo carente,
por mais que ausente,
tua alma quente,
refletia em mim...
   
Foi assim, 
teu corpo jogado,
quase ao meu lado,
foi apagado,
(e apagou-se)
um pouco em mim...

Mesmo assim me dou à lida,
pego o que restou de ti,
passo os passos que te passam,
desamasso,
tiro as rugas,
me desdobro,
no meu compasso,
maltratado.
estragado,
te devolvo à vida...

me entrego, amarrotado...
   
(tioed 09/12/2013))

sábado, 7 de dezembro de 2013

MEIO DA TARDE

Meio tarde, no meio da tarde,
me acorda um vulto, faz alarde,
sussurra aos meus ouvidos,
faz alaridos, gritos perdidos, doídos...
   
Deveria, poderia não acordar...
Viro-me, sinto o chão se desmanchar,
a cripta vibra, meio da semana,
ainda é quarta, descansa, desirmana...
   
Fúria insana, não vês que me quedas?
Que me derrubas? 
Que me pões aos chãos?

  Não, talvez não sintas,
que nas tardes famintas,
desejo você...
   
"Nunca é tarde demais"... 

Os meios das tardes
predizem as noites
que não findarão...

Dias nascem, 
dias morrem,
nos meios das tardes,
meus sonhos virão...

Assim me levo ao solo,
procuro um peito,
me aquieto,
meu sono incerto
buscam o colo,
no meio da tarde,
eu busco você...
   
tioed (07/12/2013)

(não poderia deixar um pé,
seria pouco,
nem deixo a mão,
me desfaço,
podes levar,
é teu o meu coração)

DIAS PERDIDOS

Foram assim
dias queridos,
onde estavam as vidas,
noites esquecidas,
buscavam viver...

Eram assim,
são assim,
morrendo em mim,
te faço viver...

Dias esquecidos,
meus dias morridos
estão em você...



tioed  (07/12/2013)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

OLHOS TRISTES

Não,
 mesmo assim não me vistes,
olhos tão tristes, 
não poderiam me ver.

Passastes,
olhos molhados,
não pude crer...
   
Porque insistes,
passar por mim,
se fazendo morrer?
   
Sei que me vês,
sei que me olhas,
porque me perder?
   
Erga tua tez,
é a tua vez,
de sobreviver...

 Saia sorrindo,
não me vistes,
  e eu, não vi,
teus olhos sorrindo...
   
tioed (05/12/2013)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

POETA E MENTIROSO


Ainda mentindo, procurando me enganar,
Terei a alma sadia, imaculada, dentro de mim...
Esse mentiroso, proscrito, cisma se maltratar,
Sempre me matando, me fez viver assim...
   
Noites malditas, dias vazios, horrendos afins,
Onde a luz não chega, trevas insanas,
Noites profanas, tingidas de jasmins,
Trevas profanas, me pegas, onde me enganas.
   
Nem posso me por a escrever, dias vadios,
Não fossem assim, benditos seriam,
Saberias, antes, que sempre menti,

Que me enganei, ao lado, teu suspiro,
Procurando não macular, se esvaíram,
Dias perdidos, por ti, me tornei vampiro...
   
( tioed 29/11/2013)
                 
                        Sabes mentir, hoje eu sei que tu sabes mentir...

(Hoje descobristes que fazes parte da minha maior mentira...)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

SAINDO

Ainda assim,
correndo de mim,
me vinham os dias...
  
Sol levantando,
dia brilhando,
fugia de mim.
   
Só queria estar só...
levar meus carinhos
para fora de mim...

Querendo me afastar,
meus dias jogar,
me sobrava em mim...
   
Dias vindo,
queria estar indo
pra longe de mim...

Mesmo assim,
querendo correr 
te via vivendo, dentro de mim,,,

 Braços, regatos,
nos meus "afastos",
me encontrava em mim...

tioed (27/11/2013)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

DEDOS

Dedos malditos,
proscritos,
benditos,
me fazem escrever...
  
Dedos profanos,
insanos,
não cuidam de mim...
   
Assim me entrego,
me dou aos dedos,
levam meus medos,
da cruz que carrego...

Quero parar, não consigo,
eis meu castigo,
deitar,
levantar,
seguir aos dedos,
sem pensar,
sem parar,
escrever...

tioed (18/11/2013)

ESPELHOS

Não de Narcisos,
meus olhos precisos,
olhavam os teus...
   
Te via ante mim,
reflexos,
 olhavas para mim,
achava a ti...
   
Assim te encontrava,
olhando para mim,
assim te achava...
 
Reflexos,
me admirava,
me encontrava,
nos brilhos dos olhos teus...
   
Ali, parado, pairado,
não via a mim...

Águas paradas,
olhavas para mim,
olhos fixos,
tez calada,
amaldiçoada,
olhava para mim,
por mais que quietas,
tuas imagens, viam as tuas,
o meu reflexo,
infeliz, triste,
perplexo,
neste espelho,
me devolvia 
a ti...
    
Portanto,
por mais que me olhasse,
por mais que me fitasse,
teu rosto aparecia
diante de mim...

tioed (18/11/2013)


sábado, 16 de novembro de 2013

PRIMEIRA PRECE

Meus olhos se abrem,
meus lábios se movem,
me vivo em mim...

Acordei,
 me ponho aos joelhos,
te vejo
acordada em mim...
   
Dias serenos,
seus lábios pequenos,
se aproximam de mim...

 Doce aurora,
pouco acordado,
me sinto molhado, 
um pouco tocado
pelos carinhos teus...
   
Inda assim,
corpo curvado, 
ajoelhado,
rezo minha prece,
corpo apegado,
corpo juntado,
ao lado do teu...
      
tioed (16/11/2013)

Meus joelhos sacrificados,
não se sentem cansados
de rezar para ti...


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ONTEM, HOJE E AMANHÃ

Palavras de ontem que voltam,
descaminhos, desdéns, desprazeres...
 porque queres minha vida, queres
seu domínio, meus afazeres...
   
Boca, ontem, as doces palavras
animavas,  me faziam viver,
morto, ora, as unhas encravas,
doces escravas do meu falecer...
   
Eis que outra vez me "perdo",
me perco, 
me peço,
me ofereço...
   
Jogo aos dias,
 a vida,
de novo,
 o jogo,
outra vez me jogo,
entrego meu ontem,
me dou ao hoje,
me espero
amanhã...
   
tioed (13/11/2013)
   
"gostaria
que em todos os dias
estivesses em mim,
assim como 
em todos os dias
estive em ti..."



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CLARO

Claro que sim, todas as torturas,
palavras que digo, os tormentos,
meus pensamentos, minhas bravuras,
sonhos que sonho, quaisquer momentos...
   
Falo em mim, de minhas censuras,
 Minha mente, ais, meus sentimentos...
Pedaços meus, da vida, agruras...
Doces vidas, minhas amarguras...
   
Me atiro em mim, me entrego,
Eis meus braços nus, cravem o prego
bendita cruz, nos braços carrego...
   
Dias dos dias meus, peço perdão,
censuras em minha boca, verão,
dias mortos, sem luz, um apagão...
   
tioed (11/11/2013)

domingo, 27 de outubro de 2013

CALÇADAS

Calçadas

Entre as duas, uma rua
pobre, pelada, sem asfalto...
rua nua...

Nada se passa por ela,
rua feia, sem cor...
rua amarela...

Ao lado, duas calçadas,
pouco vividas,
pouco pisadas...
   
Parecem longe,
se sentem afastadas,
tristes calçadas...

Em uma estou eu,
largado, esquecido,
triste plebeu...

Na outra existe alguém,
que, com desdém,
nem me percebeu...
   
Calçadas da vida,
quem as nota, sou eu...

Uma é minha,
na outra,
 a rainha
não vê o plebeu...
   
tioed (27/10/2013)

sábado, 26 de outubro de 2013

ONTENS

Dias perdidos
quase vencidos...
  
De repente a vida me volta
abro a porta,
me dou ao mundo.   
   
Doce guarida,
pegas meus dias,
envolve meu mundo...
   
E de repente eu acordava,
outra manhã se decorava,
passava por mais uma...
      
Mais um dia na minha vida,
outro amanhecia,
voltava a morrer, 
voltava a me matar,
novos dias...

Os dias, todos eles nascem,
nascem com o sol,
com a doce brisa da manhã,
novos são os dias,
que pegam minhas almas vadias,
vazias, sem um "porque" ...
   
Dou-me aos meus dias,
às novas vidas,
porem não entrego
as vidas sadias
que me trazem você...

Noites mortas,
dias passados,
dos meus "ontens" maltratados,
dias morridos,
quase perdidos,
nasce você...
   
(Dias perdidos,
passaram-se breves,
dias leves,
outros amanhecem,
(os ontens),
não os esqueço,
guardo o próximo dia,
da noite tardia,
que estarei com você)   
    
tioed (26/20/2013)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

VEIAS

Por onde correm os sangues,
vidas estanques,
eternizo um mundo...

Vidas que correm,
pulsos expulsos,
me quedo,
me entrego aos medos...
   
Me dou aos meios,
os meu desejos,
os meus anseios
correm por dentro
de mim...
    
De repente
uma alma ausente,
vaga...

  (só tu a terás)
  
Não me afaga,
me embriaga
por dentro de mim.
   
Meu corpo se faz assim,
meu sangue jorra,
meus caminhos se perdem...
   
Quem puder ver,
verá,
meu sangue
correndo
em mim...
   
tioed (22/10/2013)

OUTRAS VIDAS

Nem sempre assim
se deram meus corpos,
se deram as alegrias,
claras vidas,
bem vindas...
   
Almas caindo aos meus quintais,
jogadas, ou penduradas aos varais,
todas presentes,
 poucas carentes,
meus ancestrais...
   
Posso,
 por vezes
 parar,
me entregar,
me dar por elas...

Vidas loiras,
azuis, amarelas...

 Sempre as mesmas,
sempre aquelas...
   
Almas benditas,
por mais que malditas,
vivem em mim...

E,
 sempre assim,
meu corpo morre,
dou minha vida, 
para aquelas,
 que ainda pobres,
 passaram 
por mim....
   
tioed (21/10/2013)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MÃOS VADIAS

Assim se perdiam meus dias,
nas noites vadias,
faltava você....

Noites perdidas,
jogadas às  lamas
buscavam meu corpo...

Assim, 
buscando em mim, 
achava você...
Mãos vendidas,
vagando,
buscando
viver,
perdiam você...

Mãos vagabundas,
mãos perdidas,
jogadas ao léu,
buscavam as vidas.
Mãos perdidas,
carentes de mim,
perderam você...
   
(tioed) 18/10/2013)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

RETORNO

De tudo que quis jogar,
das minhas mãos afastar,
houve a volta,
passando por mim,
vidas perdidas,
jogadas aos pés...
   
Procurei abrigos,
não tive amigos
que pudessem me abraçar...
   
Vidas eternas,
minhas cavernas
me darão moradas,
em minhas paradas
inda hei de achar...   
   
Jogo as emoções,
meus corações,
me dou por perdido,
por não saber quem és...
   
tioed 08/10/2013
   

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

UM DIA DEPOIS

 Ontem estava assim
certo de mim,
buscando caminhos...
   
Não tive carinhos,
dias perdidos,
sem afins...
   
O ontem, 
posso esquecer...
   
Não vou morrer
tua vida,
me dá a vida,
teu coração
me faz viver...
   
Ontem te fiz morrer...
      
Hoje,
 quase acordado,
me sinto amado,
aprendo o viver,
apreendo o amanhecer...

O ontem 
passou...
   
tioed (03/10/2013)
  

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MEU ABRIGO

Nada em volta,
meus braços não me pegam,
estou largado...

 Minha vida não me envolve...
   
Por isso saio de mim
jogo meu corpo,
me afasto assim...
   
Minha casa não me cobre,
a vida se afasta de mim,
procuro um colo que me abrigue,
um peito que acalente,
uma mãe 
que amamente,
preciso um colo,
estou carente,
um amor
que cuide
de
mim...
   
tioed (30/09/2013)



A VOLTA

Talvez estivesse indo,
buscando nada do meu ser,
talvez vindo,
pedaços do meu prazer...
   
Vidas que me querem vivas,
porque não posso morrer?
   
De passagem vou por aqui,
me quedo,
me deixo,
me dou aos horrores,
me apego aos amores,
indo embora de mim...
   
Não se acalentem,
se alentem,
talvez estivesse indo,
preparando o meu caminho,
não serei só, 
nem sempre sou sozinho...
   
Volto aos amores,
aos meus calores,
volto à vida...
   
Assim voltando,
estarei amando,
nunca deixando
o que achei em ti...
      
tioed (30/09/2013)   

(um pouco da morte do gerúndio)

   

sábado, 28 de setembro de 2013

QUASE PRONTO

Por vezes, quando saia,
buscava me preparar
me aprontar,
esperar você...
   
Assim passaram os dias,
e todos os ias
pareciam iguais...

Ensolarados,
mal acabados,
não tinham um fim...   
   
Noites se vinham,
eu, preparado,
parado,
aguardava você...
   
Assim me encontrava,
meu corpo aprontava,
esperando você..
   
Meus ias não me deixavam,
se esvaiam,
quase morriam,
(inertes)
te aguardavam...
   
Inda assim, 
mesmo que não,
não tinha um corpo,
não estava pronto,
só tinha um coração,
que esperava 
você...
   
tioed (28/09/2013)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

DESERTO


Te sinto perto,
no meu deserto, 
nas minhas areias...
   
Estás por certo,
aqui por perto,
nas minhas veias...
  
No meu abrigo,
já não consigo,
te perder...
   
Teu cheiro forte,
me dá suporte,
me faz viver...
   
Vejo as pegadas,
areias amassadas,
por onde passou...
   
Te dou meu colo,
te dou meu solo,
por onde andastes...
   
Te dou meus braços,
os meus abraços,
onde haverás de viver...
   
Estou certo,
te dou meu deserto,
onde hás de correr...

Te dou minha vida,
 a doce guarida,
para nunca morrer...
   
   tioed (26/09/2013)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

DEDICAÇÃO


Por todas as vezes,
por todos os dias,
ao me deitar,
ao acordar,
me dou à ti...
  
Um só momento, 
meu pensamento,
dedico a ti...
   
Assim se passam os dias,
noites vazias,
(como as flores de inverno)
colhidas por mim...
   
Rasgo meu livro,
me livro
de estar sem ti...
   
As páginas soltas,
sem escritas, 
dedico a ti...

Rasgadas,
como foram meus dias
te deixo em branco,
por todo o sempre,
momentos eternos,
vividos por ti...
   
tioed (22/09/2013)

CRIPTA

CRIPTA




Portões fechados,
meus braços jogados,
queriam os teus...
   
Os meus, ateus,
repeliam os teus...
   
Ali jogados,
corpos maltratados,
procuravam sair...
   
Nem um pouco do dia,
alma vazia,
buscava vencer...
   
Casas fechadas,
mãos amarradas,
em doce porvir...
   
Assim te farei eterna, 
nas páginas do meu coração...
   
Como não posso sair,
me fecho,
assim, não podendo subir,
baixo o tampo,
seremos juntos,
corpo e alma,
vidas gêmeas,
sepultados
na mesma caverna..
   
tioed (22/09/2013)   
   
(ao primeiro dia desta primavera)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

BEIJOS PERDIDOS (II) - A revolta

                                              O depois demorou, ainda aguardo seus bjs...

Assim, como todos os dias,
aguardo seus lábios quentes,
doces,
ardentes,
beijando os meus...

Tardias as noites,
longos os momentos,
meus pensamentos,
cravaram os teus.
  
Noites malditas,
por mais que silenciosas,
gritavam os seus vazios,
tristes tormentos,
os meus lamentos,
ganharam os seus...

Assim, perdidos em mim,
os meus lábios não acharam os teus...

Beijos perdidos...
meus doces idos,
esperavam os teus...
   
Já que não vieram,
resseco meus lábios,
fecho minha boca,
não mais terás os meus...
   
tioed (18/09/2013)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

SEM SABER

Uma manta de terra fria,
uma noite vazia,
plantando em você.

Dando meus momentos,
mato os sentimentos,
não posso morrer em mim...
não planto flores,
não planto carinhos..

(se os fizesse, colheria suas raízes)

Me dou à vida...

Me sento, me adentro,
me quero em ti,
e,
você em mim...

 Plantando assim,
um pouco de mim,
será por você

Jogo aos ventos
meus doces momentos
em pensamentos
serão por ti ...

E, sem saber,
troco as vidas,
não planto flores,
me jogo aos amores que trago
que guardo em mim...

   tioed 17/09/2013)
 
Poesia alinhada ao lado esquerdo do peito...



BOM DIA

BOM DIA
"Talvez perdidos, meus dedos procuravam por ti..."

Quando acordares,
 não me venha com um "bom dia"
só teu sorriso já basta,
 me traz a vida,
ao mundo me arrasta...
  
Se acordares,
não pense,
me beije e me compense
com o teu viver...

Se me beijares,
não enxugue os lábios,
os quero molhados, brilhando
ao raiar do sol,
no meu amanhecer...
   
Assim que sou,
não me agrades,
te quero pura, como sempre foi,
um só sorriso, me devolve a vida,
portanto não fales,
a sua tez,
por mim talvez,
me dá guarida...   

tioed (17/09/2013)

http://edivalamorim.blogspot.com/2013/09/bom-dia.html

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

NOITES ETERNAS

Como sempre foram, assim as terei...

As levo em todos os dias,
por todos os momentos,
carregando os tormentos,
acordado,
 ou em pensamentos...

Cicatrizes na minha vida...
   
Nada direi,
 meu peito se cala,
a garganta se fecha,
meu coração se abala.

Como sempre, 
aos dias,
como os seus desejos,
(com os quais sonhei)
pesadas vidas,
doces correntes,
arrastarei...
   
Trago marcas nos pulsos
das correntes 
que me prendem a ti...
   
Como sempre foi,
como é agora,
viverei mais um dia,
trazendo as correntes,
prendendo a agonia 
de viver sem ti...
   
tioed (11/09/2013)


domingo, 8 de setembro de 2013

QUANDO A SAUDADE DÓI


                            diga que tenho saudades...  (Não sai dos meus sonhos, dos pensamentos)
 
Amo os momentos sem ti
a saudade aperta, o coração dispara,
não posso contar as batidas,
 o pulso,
este peito avulso,
deseja você.
   
Desejo sempre, como sempre desejo,
estar sem ti...
  
Mesmo assim me vens, me tens,
meu inquietamento me leva à você...
  
Acordado, me vens à mente,
dormindo, sinto teu corpo quente,
não te afastas dos meus sonhos,
esses medonhos, 
que não me deixam viver...
   
Assim, amo os momentos sem ti...
(sabes quantos? Por quantos morri?)
Não fazes ideia, nem eu...
   
Doces tormentos,
tristes lamentos,
esses poucos que vivo sem ti...

Dormindo, me quero acordado,
acordado, me quedo dormindo,
não tenho vida sem ti,
que não sai dos meus sonhos,
que não deixa meus pensamentos...
   
  tioed (08/09/2013)
   
Ao amor que nunca me abandonou,
que roubou meus momentos, meus sentimentos,
e me fez viver...
 

   

sábado, 7 de setembro de 2013

BEIJOS PERDIDOS

Por mais que meus braços te abracem
por mais forte que sejam meus abraços,
por meus cansaços,
não magoarei...
   
Querem te pegar com força,
te acalorar,
trazer aos meus ninhos,
te achar, te abrigar,
te encher de carinhos...
   
Porem minhas vidas não deixam,
abrem meus braços,
me levam à cruz...

Amar é proibido,
viver,
 não posso...

Por mais que meus braços te abracem,
vou longe ao teu corpo,
meus carinhos não valem...
   
Assim,
 afasto teu corpo,
viro e revolvo teu rosto,
se te abraçar não posso,
porque te beijar?
    
Abraços jogados,
dias queridos,
em vão, parados,
beijos não dados,
lábios magoados,
beijos perdidos..
   
tioed (07/09/2013)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

ONDE AS ROSAS NÃO NASCEM

                                     Tenho um jardim, onde as flores não nascem...

Assim, perdidos os cultivos.
perdidos os adubos,
planto todos os dias...

As roseiras crescem,
me dão espinhos,
mas as rosas não nascem.
  
Assim, perdidos os dias,
não deixo de cultivar
podem não nascer,
podem não brotar,
podem as raízes parecerem mortas,
não deixo de amar.

Assim, como as batidas do coração,
não as ouço, não as conto,
porem,
são elas 
que me dão a vida...
   
Já que perdidos,
rasgo meus jardins,
mato minhas raízes,
destruo os espinhos,
abro meu coração,
guardarei eternamente
a
rosa...

tioed (03/09/2013)



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

PALPITE


 
Meus pés não se contiveram,
e se puseram buscar os teus,
corpos vadios,
porcos, vazios,
perderam os meus.
   
Dias por dias idos
vieram caídos,
à levantar os meus...
   

Pedi, em vão,
"não me levem, pés"
não sabem quem sou,
nem sei quem és...

 Sinto meu peito vibrar
meu peito palpita
a vontade de te amar...
   
Coração, 
pare de brincar,
podes parar meu corpo,
podes estancar meus pés,
me jogares na vida,
me deixarem como tu és...
   
Coração, te afastes,
inda que me bastes,
minhas correntes não arrastas...
   
Coração,
por mais que palpites,
(nas noites que insistes)
não batas, cale-se...
  
No peito que queres
sinto que não bates,
por mais que dentro, 
(por mais que meu)

Não sinto seu "toque"
não me sufoque,
no meu palpitar
ainda falta o seu...

tioed (28/08/2013)

(meu coração palpita, ainda não sinto o teu)



    


terça-feira, 27 de agosto de 2013

CORAÇÃO

Era assim que se abria meu peito,
meio maluco, sem pressa, sem jeito,
descontrolado, malvado, suspeito.

Era assim, insatisfeito, querendo dormir,
que se ajeitava, que se amoitava, ao porvir...
   
Era assim que batia, que se abrigava,
não havia sentido que não achava,
procurando abrigo...
   
Um pouco amigo, abria meu peito,
e,
o seu,
sem jeito,
se abrigou em mim...
   
Deixei, permiti, me ajeitei,
me abriguei,
ressonei,
vivi...
   
Assim
aprendi
o que era amor...
   
Assim
achei você...

Tioed (27/08/2013)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

VIDA ETERNA



Talvez, 
pelas partes de mim,
não morrer,
não me matar assim...
   
Noites escuras,
vidas vazias,
esquecer de mim...

Dia,
 um pouco vencido,
me dou por perdido,
não me quero jamais.
   
Manhãs, 
essas incertas,
me trazem ao nada,
dias inglórios,
triste jornada..

 E eu, 
pela vida eterna,
não posso me quedar,
não posso parar,
não posso morrer...
   
Saio, 
busco as ruas,
onde as mãos nuas
(não as minhas, as suas)
me fazem viver.

Vida eterna...
me vou, 
me dou,
busco a caserna,
onde um pouco
inda posso beber...
  
Não quero muito,
(só quero viver)
um só respiro,
um só suspiro,
uma gota de sangue,
que me faça renascer...
   
tioed 23/08/2013

Busco, em vão,
respirar,
escutar,
bater um coração...
   

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MORTE INCERTA

Ainda sem entender,
 fui ao mundo,
o sono profundo não me queria trazer,
ali,
 tão perto pulsavam corações,
doces emoções,
felizes em  reviver...
   
Assim vagava minha alma,
em sonhos profundos,
me dava os mundos,
me devolvia a calma...
   
Braços abertos,
minhas praias, meus desertos,
desejos certos, 
não podiam crer...
   
De nada sabia...
e,
 quanto mais vivesse, 
menos entenderia
morreria em você...
  
Eram as noites,
as terríveis, as tétricas 
que matavam meus dias...

Foram os dias
que matavam meus amores,
apagavam meus dias,
acendiam minhas noites,
me trazendo açoites...
    
Assim,
 sem entender,
me apeguei às noites,
buscando a vida,
apaguei os dias,
preferi morrer...
   
Assim, não vejo o sol,
 não vejo o dia,
não sei mais amar,
não mais respiro,
me jogo às noites,
aos meus açoites,
vago ao léu,
 ao mausoléu
volto a ser vampiro...
   
tioed (22/08/2013)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

DIAS MORTOS

DIAS MORTOS

Nasci,
cresci
passei por todos os dias,
passei pela vida
e não vivi...

Se vivesse, 
momentos raros,
em dias claros,
pintaria você...

Depois rasgaria a tela
não seria aquela,
que deu meu viver...
   
Nasci,
meu alimento tirei de você...
   
Você que me deu a vida,
minha doce guarida,
depois de você,
meus dias, 
meus caminhos,
doces carinhos,
meus barcos,
meus portos,
foram dias mortos,
não aprendi viver,
estou sem você...
   
tioed (20/08/2013)

Mãe não morre,
se afasta um pouco,
e espera que o filho volte ao leito,
que se alimente,
que sugue seu peito...