quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A CASA

  
Não entre, não venha,
perto de ti me desfaço,
tento, em vão, meu abraço,
preso em laço,
meu braço,
procura o teu.
   
Sempre me despedaço,
me esfacelo,
 braço em abraço,
te pego forte,
 meu abraço inerte,
se sentindo forte,
passou pelo teu
(pensou que vivia e não viveu).
 
Tentando sentir teu calor,
corpo ardente,
corpo adentro
com sentimento,
 chegou ao teu
te pegou,
te tocou,
 sobreviveu.
  
Mãos nuas, mãos cruas,
mãos rudes, pegam as minhas
 sentindo as tuas,
as tuas, sentindo as minhas,
pegam as tuas
acariciando as minhas.
(mãos que se encontram...)
 
Me desespero, posso e não quero,
quero e não posso,
acariciar, sentir, amar...
 
Portas abertas,
o mundo se abre,
meus braços se abrem,
procuram os teus.
 
Os teus não me buscam,
não me procuram,
 mas vives os meus.
  
Janelas...
Onde as vejo,
sinto desejo,
de buscar o teu beijo,
 buscando o meu.

tioed (02/08/2012)

me perdoe, estava tanto em mim, que fui
rude para ti. Quando te procurava,
eu, pensando em mim, nem percebi
que estavas aqui..

Um comentário:

  1. A insegurança e dubiedade estão lindamente descritas nas tocantes palavras do autor...
    Quanto ao comentário (ou recado) ao pé da poesia, lembrei-me de uma citação, atribuída a Martin Luther King, que diz:
    "O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício." 
    Que você tenha, então, poeta, um excelente reinício!

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