domingo, 12 de agosto de 2012

VEM, MORTE


Ora, para que viver,
se vivo nesta solidão e desespero?
Sim, para que viver,
se em mim, a solidão é exagero?
  
Vem, morte; vem negra e tenebrosa.
Vem... vem e me leva contigo,
leva essa alma, de amor, desejosa,
faze de teus braços meu abrigo.
  
Mais um suspiro me sobe à garganta,
um suspiro doce, todo, de amor, cheio,
que exprime um amor que se agiganta,
mostrando que tu, é tudo que anseio.
  
Vem, morte; de fim à este amor platônico.
Acabe com esta vida pacata e serena,
afasta-te de mim, oh! sonho irônico.
Vem, morte; leva-me pra longe dessa morena.
  
tioed (11/11/1970)

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