Ainda estou no primeiro,
ele é rápido, sutil, passageiro,
o primeiro minuto vem,
você não sabe, não se atina,
você não sabe, não se atina,
você não sente, nem percebe.
Então começa a vida,
é doce,
novos sentimentos,
novos sentimentos,
novos pensamentos...
Um coração pulsa,
se ajeita no peito,
(pensa o peito: sou grande, hei de vencer)
Um pouco depois ele te abraça,
te ameaça.
A vida começa, o coração se agita,
mexe, remexe,
sente você, dentro do peito...
Ainda estou no primeiro minuto...
busco o ar, procuro a vida,
ela vem aos poucos, me toca, me pega...
me pegando, me enlaça,
de novo me abraça,
(volto à placenta, busco a vida)
Não quero nascer,
nem te sentir perto,
ainda sou pequeno,
nem nasci.
Meus instintos,
te procuram famintos,
buscam teus seios,
buscam a vida, procuram viver...
Um pouco de ar,
quero respirar, ainda não consigo...
Primeiro minuto, vida difícil,
mais fácil seria desistir, me ocultar,
me omitir...
Ainda pensando, vou caminhando,
tem uma vida,
quase escondida, um pouco oculta,
quase esquecida,
"pouco morrida"
na alma contida...
Primeiro minuto que ainda não vivi,
não passei por ele,
ainda não nasci.
Mesmo assim me apego,
quero seu ego,
quero nascer,
preciso saber,
sentir exatamente o que é viver.
Ainda reluto,
meu feto bruto não decidiu...
Se este foi meu primeiro minuto,
não quero o segundo,
tenho certeza,
estaria centrado,
de novo voltado,
sem querer nascer,
estando ao teu lado,
sugando teu colo,
mamando em teu seio,
buscando a vida
iria adormecer...
Um pouco depois ele te abraça,
te ameaça.
A vida começa, o coração se agita,
mexe, remexe,
sente você, dentro do peito...
Ainda estou no primeiro minuto...
busco o ar, procuro a vida,
ela vem aos poucos, me toca, me pega...
me pegando, me enlaça,
de novo me abraça,
(volto à placenta, busco a vida)
Não quero nascer,
nem te sentir perto,
ainda sou pequeno,
nem nasci.
Meus instintos,
te procuram famintos,
buscam teus seios,
buscam a vida, procuram viver...
Um pouco de ar,
quero respirar, ainda não consigo...
Primeiro minuto, vida difícil,
mais fácil seria desistir, me ocultar,
me omitir...
Ainda pensando, vou caminhando,
tem uma vida,
quase escondida, um pouco oculta,
quase esquecida,
"pouco morrida"
na alma contida...
Primeiro minuto que ainda não vivi,
não passei por ele,
ainda não nasci.
Mesmo assim me apego,
quero seu ego,
quero nascer,
preciso saber,
sentir exatamente o que é viver.
Ainda reluto,
meu feto bruto não decidiu...
Se este foi meu primeiro minuto,
não quero o segundo,
tenho certeza,
estaria centrado,
de novo voltado,
sem querer nascer,
estando ao teu lado,
sugando teu colo,
mamando em teu seio,
buscando a vida
iria adormecer...
tioed (04/09/2012)
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