Só eu entendo porque espero
sempre os altos da madrugada,
para fazer, com carinho, uma poesia,
e porque, trago na alma calada,
um amor, que se esconde de dia.
Só eu entendo o porque de esconder,
esta chama que trago comigo,
também porque, busco nas madrugadas,
me abrigar e fugir do perigo,
para não tropeçar, nas pedras da calçada.
Só eu entendo porque as vidas são ruas,
onde se vai andando, andando sem parar,
e porque, minhas poesias não são suas...
- Qual graça teria em desvendar,
o mistério de algumas poesias nuas?
´
Só eu entendo as poesias minhas?
Vocês as lêem e comparam com suas vidas,
por não saberem que estas são rainhas
e senhoras de esperanças vividas,
em tristes horas, em horas tristes, minhas.
tioed (1971)
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