Venho de longe,
venho do campo,
de onde o céu não é perto,
de onde se diz que viver é certo.
Onde há o verde da esperança,
e, se sorri com sorriso de criança,
aqui estou, em ti, contigo;
vem mais, me livra do perigo;
vem mais, me aperta no teu peito,
faze dos teus braços, o meu leito.
Aqui vim, de longe,
de onde se fascina
com o luzir do pirilampo,
de onde se vê todas as estrelas,
a piscar no longo véu azul.
Aqui estou, de longe vim,
não se vê o imenso campo de jasmim,
mas à ti, meu amor,
não trouxe artifícios, mas coisas de valor,
e, trago em braço de ferro,
hoje tenho certeza que não erro,
meus versos te trago,
(não só num corpo vago),
pois eis que surge, o primor dos primores,
"coração e veias, plenos de amores".
Trago meus versos, e te dou,
verás neles, tudo que sou.
tioed (15/06/1972)
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