Vago com o coração em corte,
gostaria de saber o que vem,
após a tenebrosa morte.
Se soubesse, talvez me lançasse
contra ela, para que me acalmasse,
teria um consolo na alma,
pois assim, sofro, e quase perco a calma.
Ah! A morte!
Há no coração um corte,
irei me esvair em sangue,
para depois cair exangue.
Não teria a vida, nem nada,
só traria a alma sufocada,
me calando, por toda eternidade,
matando, para sempre, esta saudade.
tioed (20/06/1972)
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