terça-feira, 14 de agosto de 2012

FORASTEIRA


Um dia eu já fui só,
corri pelos campos, brinquei alegre,
morei no mundo dos deuses,
falei quando devia falar.
Já vivi,
já sonhei, não como sonho agora,
era um coração que batia livre,
batia contente à espera de um amor,
para completar minha felicidade,
mas, parou.
  
A deusa que eu via, finalmente chegou.
Saiu das árvores do meu bosque,
dando uma leve brisa à minha mente.
Agora que devia falar, calei.
Aos poucos fugi dos meus deuses,
povoou em mim, a solidão da morte,
meus sonhos, vi transformados em pesadelos.
Agora que devia falar, não falei.
  
Bárbara, que aqui chegou,
me magoou, desfez minha ilusão,
me fez sofrer, machucou meu coração...
Eu passei por esta vida e não vivi.
  
Foge agora, vá outra vez,
quando devia falar, não falei,
por isso eu mereço sofrer,
e sofrerei calado quando te fores, Bárbara.
  


tioed (14/11/1971)

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