Deixa-me vagar sozinho,
que companhia jamais encontrei;
deixa-me sofrer um pouquinho
pois a dor foi só o que encontrei.
Foram meus sonhos vãos,
de ser feliz, amar e ter amor,
pois vazias tenho as mãos,
no peito, melancolia e dor.
Por isso te peço, te imploro,
mata-me com tua ausência...
mata-me, amor , que não choro,
sempre serei feliz na aparência.
Trago os olhos secos, não choro.
Podes matar-me de longe, amor,
estou inerte... Neste mundo não moro...
morro aos poucos, por não sentir teu calor.
tioed (18/12/1972)
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