Eu sonhei com o teu sangue
correndo em minha veia,
vi teu corpo exangue,
estendido na areia.
Quente pelo sol da praia deserta
correstes desvairada, louca,
como uma ave que desperta,
gritastes até ficar rouca.
Ias na direção da água do mar.
Eu, entre os coqueiros, fiquei parado...
Então o mar parou para não te molhar,
fiquei admirado, abobalhado.
Não, não havia segredo nenhum.
Diante de tanta beleza, até mesmo o mar para,
agora sei que é coisa comum
o mar abrir seus braços para Iara.
tioed (14/11/1971)
Nenhum comentário:
Postar um comentário