quinta-feira, 16 de agosto de 2012

SONHOS NO MEU PRANTO


Imensa multidão cerca o meu amor,
o olhar que lhe dirijo, cortando.
Para o céu olho rápido, vendo seu explendor,
e um rosto, neste explendor, se formando.
  
Oh, céu! Quão pequeno te vejo,
tu, que outrora, parecias infindo,
não satisfazes, agora, meu desejo,
de em ti, colocar este rosto tão lindo.
  
Tuas estrelas, que pareciam brilhantes,
aos poucos o brilho sinto perdendo,
vão ficando tão, mas tão distantes
que só vejo duas, cada vez mais, ardendo.
  
Elas são os olhos do meu amor,
esse doce amor, que não me deixam ver,
enchendo meu rosto de tão grande horror,
que vejo chegada a minha hora de morrer.
  
Nessa ânsia, fico aqui sozinho,
esperando a hora de não mais te olhar
correr para meu amor, e dar meu carinho,
pois sozinha, sei que ainda vai ficar.
  
tioed (14/10/1971)

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