Hoje eu faço versos de protesto,
digo não mais querer te ver,
maldigo aquele olhar
que tanto me fez padecer.
Não quero em minha cabeça
a tua imaginária mão,
me acalentando para dormir,
nem teus lábios, nem teu coração.
Este coração que em teu peito pulsa,
que agita o teu formoso seio,
que faz viver todo o teu corpo,
que quando passa, me deixa alheio.
Não quero, hoje, teus lábios
felizes como a cor da manhã,
hoje feriste meu coração,
não te quero. Volte amanhã.
tioed (1971)
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