quarta-feira, 18 de julho de 2012

CAMINHADA


Mais uma vez te encontrei,
senti a luz do teu olhar
cada vez mais, se aprofundar,
e a se confundir com a luz do meu.

Não! Se é para minha dor,
não me olhe agora,
vira teu rosto, vá embora,
que eu fique só, com a aurora.

Se não tenho a alma,
que se vá o corpo!
Se não tenho o coração,
que se vá o olhar!

Aurora, consola-me,
abre teus braços,
se um dia cair de cansaço,
acorda-me
quero seguir minha caminhada.

tioed (19/05/72)


2 comentários:

  1. 1972 - Um ano brilhante para um poeta que era quase um menino, mas que parecia amar (ou amava) como um homem maduro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. maduro sou agora, abrigou-me a aurora. obrigado pelo comentário doce e sutil.

      Excluir