domingo, 15 de julho de 2012

Sim, mesmo só, dentro da noite escura,
quando impaciente eu caminho,
 vou dizendo sem parar, para que eu mesmo ouça,
palavras de amor e de carinho.

A cada passo, ao pisar de leve na calçada,
num longo e profundo suspiro,
e, ao enxugar o rosto molhado pelo pranto,
sinto que me é impossível a felicidade que aspiro.

Oh! Quanta coisa bela eu diria
se meu desejo fosse satisfeito
e eu pudesse sorrir com os lábios e coração,
arrancando essa amargura do meu peito.

Ah! Se eu pudesse tê-la ao meu lado,
Se seus negros cabelos pudesse afagar,
me dessedentar na taça sobejante dos seus lábios
e fazer este sonho jamais se apagar...

Eu me sentiria feliz, e, procuraria
fazê-la compartilhar dessa felicidade.
Viveria só para o amor,
arrancando do meu peito essa maldade.

tioed (década de 70)

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