Deixas pedras em meus caminhos,
pisas na flor que eu ia colher,
esparramas todos os espinhos
sob meus pés, fazendo-me sofrer.
Foi a jura que um dia te fiz,
ao esquecer que te odiava,
lembrando que sempre te quis.
(Foi a jura que fis, quando te amava).
Mas, hoje, tudo quero esquecer...
É findo o amor, o ódio foi embora;
quero, como tu, outra vida viver
e peço, "dá-me paz, agora".
Dá-me paz nestas horas tristes...
A minha já te dei, tenho certeza,
esqueci, até, que neste mundo existes..
deixa-me ver, do meu mundo, a beleza.
Dá-me paz, por favor,
quero viver e já não consigo,
esquece da jura e do meu amor,
não deixe tua negra sombra como abrigo.
Paz! É só o que quero.
Não te esqueci, mas esquecerei.
Dá-me paz, que digo sincero
que em ti, jamais pensarei.
tioed (1968)
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