segunda-feira, 30 de julho de 2012

SEDE DE AMOR


Nem o mais forte dos elos
hão de aprisionar minhas mãos,
que hoje flutuam pelo ar,
querendo pegar teus cabelos.
   
Meu egoísmo transparece...
Já vejo um futuro breve
quando rasgarei teus seios
e terei nas mãos, teu coração.
  
Teu sangue manchará meus dedos,
eu, sequioso, retalharei teu corpo...
e, um dia, gritarei vitorioso,
ao ter nestas mãos trêmulas,
tua alma, com sede de amor.
  
tioed (05/08/1972)


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