Eu ouvi os protestos,
suportei-os até o fim.
O que haveria de fazer?
Tinha que ser assim.
Protestaram os admiradores
das minhas poesias,
diziam nunca haverem visto
uma com som de melodias.
Eu suportei calado,
e me pus na corda bamba,
eles não sabem que, ao pensar em ti,
meu coração bate em ritmo de samba
Eles não sabem que são os seus cabelos,
como cordas de violino
e que, quando tenho você na mente,
até ouço repicarem os sinos.
Mas, eu tive que suportar...
Os apupos me iam ao coração,
porem sofri mais ainda,
por não ter comigo um violão.
Aí sim, eu iria desabafar,
iria dizer com muitas alegrias,
o que, naquela hora, me sufocou,
e, quanta canção ponho nas poesias.
e, quanta canção ponho nas poesias.
Mostraria à todos, minhas poesias,
elevaria bem alto a minha mão,
revelando em cada uma,
VOCÊ, minha doce canção.
tioed (década de 70)
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