Poetas partem,
morrem enterrados
no próprio ser.
Poetas voltam,
chegam mais perto
pensando ter...
Partem da vida
e vão, em vão,
eterna vida, alma ferida,
buscando o amor,
então.
Poetas partem,
poetas vão,
vão pela vida,
vãos, pela vida...
Se acham, se sentem
por mais que tentem,
o tem na mão.
(Poetas voltam...
um coração).
Ele que bate,
trazendo poetas,
levando poetas,
poetas vêm,
poetas vão.
Pulsa no peito,
quase sem jeito
quase perfeito
ainda suspeito
leva o poeta,
traz o poeta,
amor perfeito,
no coração.
tioed (26/07/2012)
Assim nasce uma poesia,
o peito se afasta, vem a vida
pura, casta,
pega o poeta e arrasta
ao mais interno do próprio ser.
Assim nasce a musa,
levanta o poeta,
"não o deixa morrer".
considere isto como uma declaração de
fidelidade.
Quando li o título "Sangue", pensei se tratar de uma poesia trágica ou que falasse de ódio. Mas qual foi minha surpresa ao me deparar com essa pérola!
ResponderExcluir"Poetas se inspiram e, nem sempre, endeusam suas musas" - por saber disso, fiquei tão impressionada com a transparência da sua tocante declaração de fidelidade e dedicação para com sua musa.
Parabéns!
Darcy, obrigado pelo comentário, sutil e de bom tom. A primeira impressão nem sempre é verdadeira, é preciso se aprofundar, para saber o real conteúdo.
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