Foi buscando, nos teus olhos, um sonho,
e, nas tuas palavras, uma alegria;
foi buscando nas tuas mãos um afago
e nos teus cabelos o amor;
foi buscando nos teus braços um abrigo,
e no teu coração uma moradia,
que senti teu olhar me matando,
tuas mãos me espancando,
teus cabelos voarem nos ares,
envolvendo meu pescoço, me sufocando...
Senti teus braços
quebrando os ossos do meu corpo,
e, as batidas do teu coração
estourando meus tímpanos,
foi assim que você me matou, pois me pesou,
a veracidade das tuas palavras...
tioed (10/05/1972)
Nota do autor: "normalmente, poetas matam suas musas. Nesta poesia ela dá o revide, e mata o poeta".
Adorei saber que, ao menos de vez em quando, a musa também mata o poeta... Parafraseando um provérbio, vou passar a usar "Um dia é do poeta, o outro, da dona da poesia!"
ResponderExcluirNão posso deixar de comentar que, quem visse o autor no colégio, em 1972, jamais poderia imaginar que, por trás de um garoto da turma dos gaitos e engraçados, se escondesse um homem romântico que escrevia com tanto amor, sentimento e paixão.