Vêm em minha direção,
passos felizes.
passos que pisam, repisam
andam e não tropeçam.
e, vêm...
o doce pisar dos "carrapetas",
vêm em minha direção,
meio cobertos pela "Lee",
uma "Lee" sinuosa e robusta,
plena de nádegas,
nádegas, que a gente assusta...
Uma que sobe, outra que desce,
que rebola, rebola,
com toda gente mexe.
Vêm em minha direção,
passos felizes,
de cintura apertada,
de braços que se movem,
que se põem, se antepõem,
que vão e que vêm...
Passos felizes vêm,
vêm em minha direção.
De mãos leves que abanam,
mãos de longos dedos, frágeis e finos...
mãos que balançam, como badalos de sinos.
Passos felizes vêm,
e, uma terceira mão,
que não suporta a emoção,
vem a alisar as nádegas
daquela "Lee" robusta,
robusta e desbotada.
São passos irritados que param,
de mãos leves que se agitam,
e, que dão um bofetão.
Adeus...
Agora, são passos que se vão...
tioed (década de 70)
44
Sei que esta poesia tem duas versões, uma mais romântica, e esta mais real. Por que não publicar as duas, e o leitor escolher a que mais aprecia?
ResponderExcluir