agora eu lhe aceitaria,
ficaria com você,
meu amor só acabou,
por você não me querer.
Agora, sofra!
Quero ver você em lágrimas,
perambulando pelas ruas...
Como eu penei, você deve penar...
Faço votos que esteja viva
quando esse amor passar.
Não! Eu não lhe aceito,
embora tenha pena de você,
você deve sentir o mesmo,
tudo que senti um dia,
enquanto eu vivia chorando,
feliz, em outro lugar,
você vivia...
tioed (mesma época, 72)
Poesia totalmente atípica ao ano de 72, exalando ódio em seus versos e mostrando um amor mesquinho, egoísta, talvez doentio. Um amor que nenhuma mulher desejaria que um homem sentisse por ela.
ResponderExcluirAinda bem que poesia é inspiração e, muitas vezes, ficção, afinal, quem ama de verdade só quer a felicidade da pessoa amada, e não seu sofrimento ou flagelação.
Parabéns ao autor por mostrar, com tanto realismo, como o amor e o ódio podem se misturar, se confundir e se auto destruir.